Detalhes da atividade
Sessão Principal 2 - Reconfigurações da propriedade e o desafio da sustentabilidade da criação na era da IA - CGI.br
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Descrição
Sobre a atividade
No atual ecossistema digital, o uso de IA nos processos criativos a posiciona simultaneamente como consumidora e produtora de conteúdos. Sua incorporação ao ciclo de criação e consumo do trabalho artístico redefine as dinâmicas de produção, circulação e uso de conteúdos como insumos. Tal cenário amplia as possibilidades criativas e reduz barreiras de entrada no mercado, mas também intensifica a recombinação e reapropriação em larga escala, trazendo novos desafios para a sustentação da produção de artistas, jornalistas e outros profissionais criadores de conteúdo.
Experiências anteriores, particularmente no contexto brasileiro, apontaram caminhos relevantes ao valorizar formas abertas de produção e licenciamento, como no movimento de software livre e na adoção de licenças Creative Commons. Esses movimentos tiveram papel político importante na dinamização da produção e na formulação de alternativas ao modelo proprietário tradicional. No entanto, ao longo do tempo, mostraram limites quanto à construção de mecanismos duráveis de sustentação econômica do trabalho criativo, especialmente diante da crescente intermediação por plataformas.
Diante desse quadro, a noção de comum reaparece como referência central, não apenas como princípio de livre circulação, mas como problema político e institucional: como organizar coletivamente regras de uso, reconhecimento e sustentação do trabalho criativo em ambientes marcados por assimetrias de poder e por infraestruturas digitais concentradas.
A sessão propõe, assim, discutir modelos alternativos de sustentação e distribuição de valor para a produção cultural e informacional. Mais do que ajustar instrumentos de licenciamento existentes, trata-se de explorar arranjos institucionais, econômicos e políticos que articulem abertura e remuneração, evitando tanto a restrição excessiva quanto a exploração do trabalho criativo. O objetivo é pensar formas de sustentação que lidem com a IA como parte da infraestrutura contemporânea, sem abdicar de mecanismos que garantam condições justas de vida aos produtores culturais.
Experiências anteriores, particularmente no contexto brasileiro, apontaram caminhos relevantes ao valorizar formas abertas de produção e licenciamento, como no movimento de software livre e na adoção de licenças Creative Commons. Esses movimentos tiveram papel político importante na dinamização da produção e na formulação de alternativas ao modelo proprietário tradicional. No entanto, ao longo do tempo, mostraram limites quanto à construção de mecanismos duráveis de sustentação econômica do trabalho criativo, especialmente diante da crescente intermediação por plataformas.
Diante desse quadro, a noção de comum reaparece como referência central, não apenas como princípio de livre circulação, mas como problema político e institucional: como organizar coletivamente regras de uso, reconhecimento e sustentação do trabalho criativo em ambientes marcados por assimetrias de poder e por infraestruturas digitais concentradas.
A sessão propõe, assim, discutir modelos alternativos de sustentação e distribuição de valor para a produção cultural e informacional. Mais do que ajustar instrumentos de licenciamento existentes, trata-se de explorar arranjos institucionais, econômicos e políticos que articulem abertura e remuneração, evitando tanto a restrição excessiva quanto a exploração do trabalho criativo. O objetivo é pensar formas de sustentação que lidem com a IA como parte da infraestrutura contemporânea, sem abdicar de mecanismos que garantam condições justas de vida aos produtores culturais.
Participantes
Convidados desta atividade
6 convidado(s)